8 de ago. de 2014

Ultimas Palavras...

(Escrito em um pedaço de papel amassado e encardido)...

Devo estar ficando louco, mal sobrevivi aos últimos minutos e estou aqui escrevendo isso. Ainda estão lá fora, dá para escutar seus gemidos e o bater nas portas e janelas. Minha comida acabou há dois dias, a água está no fim, minha arma só tem mais três balas, estou ferido e cansado. Nunca imaginaria a cinco meses atrás que estaria em uma situação dessas, brigando com vivos e mortos pela minha própria vida, tudo aconteceu tão rápido, em poucos dias aquilo já havia se espalhado tanto, nem o exercito conseguiu conte-los. As barreiras que coloquei na porta estão se quebrando, não sei quanto tempo ainda tenho, a única certeza é que não sairei vivo daqui, poderia acabar com tudo isso agora, ainda tenho munição, mas meu sentimento de autopreservação impede que eu faça isso. Até que consegui sobreviver bastante num mundo assim, um simples corretor de seguros, sem nenhuma habilidade de combate corpo-a-corpo e muito menos com armas de fogo, tive sorte, muita sorte, eu deveria ser uma dessas coisas. O tempo acabou, eles derrubaram a porta, só tenho uma ultima coisa para dizer a um possível leitor dessa miserável carta de despedia, nunca peguem r

(o texto incompleto termina num rabisco manchado de sangue).

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